quinta-feira, 18 de junho de 2009

Notas - alteração

Informado pela coordenação, alterei as notas nesta quinta-feira, acrescentando 1 ou 2 pontos a alguns alunos em função do resultado obtido nos simulados do Enade.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Notas, aula e exame

As notas da prova já estão lançadas. Na próxima quinta-feira, dia 18, estarei à disposição para corrigir a prova e falar do Exame. A bibliografia para o Exame é a seguinte:

1. Por que a nova mídia é revolucionária, de Caio Tulio Costa.
2. O debate entre Steven Johnson e Paul Starr.
3. A revolução antiindustrial da internet, de Bernardo Kucinski.
4. O negócio da notícia: no meio da tempestade, da "Economist".

Os três primeiros textos estão disponíveis no xerox da faculdade; os dois primeiros têm links aqui no blog, em posts abaixo. O quarto texto está traduzido aqui. Quem preferir ler a versão original, acesse aqui.

O Exame será no dia 25 de junho, no primeiro horário.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Prova substitutiva - 4 de junho

Relembro o aviso dada em sala, no último dia 28: a prova substitutiva será no próximo dia 4 de junho, às 19h15. A matéria da substitutiva é a mesma da prova, como indicado em post anterior, com o acréscimo de um texto, como informado no blog, na semana passada.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O negócio da notícia: no meio da tempestade

Ótimo texto na edição desta semana da revista britânica "The Economist", devidamente traduzido e publicado no site Observatório da Imprensa. O artigo condensa várias das discussões que tivemos em aula, e os textos da bibliografia abordam, sobre a crise atual da imprensa e as perspectivas do webjornalismo.

Leitura obrigatória para quem vai fazer a prova substitutiva e exame. O link para o texto traduzido está aqui. Quem preferir ler a versão original, acesse aqui.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Aviso - Sobre a prova

A prova está, de fato, para marcada para o dia 28 de maio. A bibliografia da prova é a seguinte:

1. Por que a nova mídia é revolucionária, de Caio Tulio Costa.
2. O debate entre Steven Johnson e Paul Starr.
3. A revolução antiindustrial da internet, de Bernardo Kucinski.

Os três textos estão disponíveis no xerox da faculdade; os dois primeiros têm links aqui no blog.

Aula 13 - 21 de maio

Discussão sobre "Por que a nova mídia é revolucionária". Principais aspectos debatidos: está certo pensarmos nesta oposição velha x nova mídia?; a velha mídia fantasiada de nova; por que a receita publicitária ainda é tão baixa na internet?; resistência à nova mídia: em busca de prestígio e credibilidade; dois casos exemplares (São Paulo e Madri).

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Jornais impressos x mídia online

Steven Johnson, um dos pioneiros da internet, e Paul Starr, Prêmio Pulitzer e professor de sociologia em Princeton, travaram um debate muito interessante sobre o futuro do jornalismo e o acesso à informação. Foi publicado no caderno "Mais!" da "Folha de S.Paulo" no último dia 10 de maio. Pode ser acessado aqui. Uma cópia com a íntegra do debate está no xerox.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Aviso - 14 de maio

Compromissos profissionais inadiáveis me impedirão de comparecer esta noite à faculdade para a nossa aula. Fica transferida para a próxima quinta-feira a tarefa de discutirmos o texto "Por que a nova mídia é revolucionária".

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Aula 12 - 7 de maio

Características do texto na internet: concisão e hipertexto; tamanho ideal; estratificação. Frases curtas; poucas idéias por frase. Referências temporais. O problema dos "quês" e das vírgulas. Concordância. Informação substantiva à frente da fonte. Siglas.

Dicas sobre títulos: diferenças em relação aos jornais; voz passiva; dois pontos; artigos; expressões de ligação.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Por que a nova mídia é revolucionária

Até o final do semestre vamos discutir em aula alguns textos acadêmicos ou jornalísticos que tratam dos temas principais do curso. Todos os textos indicados serão matéria da prova.

O primeiro texto que submeto à leitura da turma é "Por que a nova mídia é revolucionária", do jornalista, professor e executivo de mídia Caio Tulio Costa. O texto, em pdf, pode ser baixado aqui. Também está disponível no Xerox da faculdade.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Aula 11 - 30 de abril

Correção da prova. Qual a função de um link num texto? Quando o link atrapalha. O que não pode ocorrer? Diferentes formas de fazer links. Erros mais comuns. Bons exemplos. O problema da fonte de informação escolhida. Qualificação da fonte. Identificação da fonte original.

Balanço dos blogs. Avaliação do trabalho até o momento e definição de metas até o fim do semestre. Dois blogs (Estagium e Modifique-se) foram avaliados como "ótimos" e três blogs (Revistagames´s, (In)Cômodo Profissional e Arte em Feltro) como "muito bons".

As notas e as faltas (fevereiro, março e abril) já estão lançadas. Qualquer dúvida, envie um e-mail.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Notas dos blogs

Antes de lançar as notas, quero conversar com todos os grupos, esta noite. Tenho algumas dúvidas que preciso esclarecer com os integrantes de cada grupo. Por isso, peço a todos que não faltem hoje.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Aula 10 - 23 de abril

Discussão sobre os blogs da turma. O exercício de fazer um blog jornalístico e as dificuldades implicadas no processo. O que difere um blog jornalístico de um blog pessoal? Objetividade e subjetividade a serviço da notícia. Informação, opinião e análise: cabe tudo isso.

Problema: internet é uma terra de ninguém? Para quem escrevemos? O papel do editor. Moderação de comentários. A responsabilidade de quem edita o blog, é "dono" do espaço. O que diz a lei? Anonimato: característica da mídia.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Primeira avaliação dos blogs

Para efeitos da primeira nota no curso, vou considerar a atualização dos blogs até 30 de abril.

Quem publicou pouco, deve tentar recuperar o tempo perdido. Blogs que produziram abaixo da média devem postar o maior número possível de notícias neste tempo que falta. Não precisam respeitar o limite de quatro ou cinco posts por semana - podem publicar mais.

Na avaliação também vou levar em conta o tipo de texto produzido. Como eu venho insistindo desde o início do curso, valem mais, naturalmente, os textos originais, produzidos especialmente para o blog, com entrevistas e apuração junto a fontes. Valem menos os textos "cozinhados" de outros sites ou jornais.

Também vou levar em consideração os casos em que alguns participantes de blogs trabalharam muito menos do que outros - nestas situações, a nota não será igual para todo mundo do grupo.

"Como meu blog foi processado por um comentário"

No texto abaixo, que também pode ser lido aqui, o blogueiro Gravataí Merengue, que mantém o blog Imprensa Marrom, relata a condenação em primeira instância que sofreu por conta de um comentário deixado em seu blog.

No início de 2004, uma colaboradora do Imprensa Marrom, blog de crítica à imprensa, escreveu um texto sobre um 'golpe do RH'. Não citou nome de empresa alguma, apenas denunciou o 'modus operandi': eles prometiam uma vaga maravilhosa, cobravam uma grana adiantada, e depois sumiam do mapa.

No espaço destinado aos comentários, logo começaram a citar nomes de empresas. Algumas destas, claro, se desesperaram. Mas não podiam fazer nada, haja vista que se tratava da pura verdade, e ainda por cima tudo ali estava protegido pelas regras mais basilares da liberdade de expressão.

De mais a mais, a tal 'lista das empresas picaretas' aparecia em trocentos outros fóruns, blogs e até veículos de comunicação.

Nada mais aconteceu, o tempo passou e o texto foi esquecido. No final de setembro, também de 2004, o blog Imprensa Marrom saiu do ar. Abruptamente, sem qualquer explicação. Pensamos que pudesse ser algum problema técnico, esperamos mais um dia... E nada.

Quando entrei em contato com nosso provedor, recebi a espantosa notícia de que havia uma ordem judicial para que o blog saísse do ar. Quando recebi cópia da decisão, o espanto se tornou mais intenso.

O motivo era um comentário publicado naquele texto do começo do ano, que estava 'perdido' nos arquivos. Ninguém mais lia, ninguém acompanhava o fluxo de comentários.

Mas alguém, sem colocar o próprio nome, postou um comentário em setembro, ofendendo justamente o sócio de uma das empresas acusadas. O comentário foi publicado automaticamente, como acontecia na grande maioria dos blogs. Não soubemos de sua existência, não tivemos uma mínima chance de tirá-lo do ar.

E o sócio da e empresa, em menos de uma semana e sem pedir para que retirássemos o comentário tão ofensivo, simplesmente processou o blog. Só ficamos sabendo do comentário quando já tínhamos sido processados.

A liminar tirou do ar não somente a janelinha de comentários, mas sim todo o conteúdo do blog, inclusive o texto que denunciava o 'Golpe do RH'.

Recorremos da decisão, mas ainda assim excluímos o tal texto bem como os respectivos comentários. O Tribunal de Justiça, nessa ocasião, concordou que o blog poderia voltar a funcionar. Mas o processo se manteve.

Apenas agora, na metade de 2006, saiu a decisão de primeira instância. Nem houve audiência! E fomos condenados a pagar dez salários mínimos de indenização.

Precedente. Essa condenação, caso mantida pelas demais instâncias, cria um precedente que atinge não somente os blogs, mas também qualquer outro veículo de comunicação e, também, os sites colaborativos.

Claro que o Overmundo está incluído nisso. Não importa se há artigos assinados ou coisa que o valha. Tudo que estiver aqui, independente da autoria, será responsabilidade imediata do 'site'. Depois, caso queira, o Overmundo pode entrar com ação contra quem escreveu.

Quando aconteceu esse caso, o sistema de comentários do Imprensa Marrom era como o da maioria dos blogs; ou seja, tinha publicação automática. Não contávamos ainda com a possibilidade de moderação. Hoje, isso já existe, de modo que é possível fazer um mínimo controle do que se publica.

Mesmo alguns grandes portais ainda permitem a publicação automática de comentários, e isso faz com que o tal portal seja processado da mesma forma que nós fomos.

E o raciocínio obviamente também vale para os 'pequenos portais' e também para quem tenha domínio registrado no Brasil. A responsabilidade, de todo o conteúdo - inclusive comentários em textos antigos - é sempre do site ou blog.

Essa é uma regra jurisprudencial que surgirá na hipótese da decisão condenatória ser mantida pelas demais instâncias.

AlternativasA primeira, mais branda, seria moderar os comentários. Desse modo, todos continuam podendo escrever, criticar etc, mas o dono do site/blog tem meios de impedir a publicação de ofensas gratuitas.

Além disso, pode-se adotar a radical medida de acabar com os comentários. Parece loucura, haja vista a importância dessa interatividade em sites e blogs. Mesmo 'moderando', alguma coisa pode passar e se tornar subsídio para algum processo. E não é todo mundo que tem dez salários mínimos sobrando para pagar aos outros (eu mesmo não tenho, aliás).

A última opção seria hospedar sites e blogs no exterior, obrigando-se nesse caso às leis do 'país anfitrião'. Nos EUA, por exemplo, mesmo havendo leis e precedentes contra ofensas, há uma legislação bem melhor no que diz respeito à liberdade de expressão. Meu site pessoal (www.gravataimerengue.com) é hospedado e publicado nos EUA.

A idéia não é hospedar o site no exterior para ter chances de ofender, caluniar etc. Trata-se apenas de uma alternativa que permitiria apagar a tempo um comentário ofensivo antes do processo judicial.

Mas caso algum 'ofendido' queira mesmo processar, ele tem à sua disposição a Corte do algum Condado norte-americano ou coisa que o valha. Se o site for hospedado no Chipre, há o belo Tribunal de Nicósia para protocolizar o pedido. E assim por diante.

Os blogs devem muito de sua proliferação por conta das caixas de comentários. Talvez seja essa a grande diferença, a grande novidade de um blog. Acabando com elas, ou criando severas restrições, todo o sistema pode aos poucos ir para o vinagre.

Sobre o Imprensa Marrom. Criei o blog em 2001. Era o comecinho do 'blogspot/blogger', e naquela época quase ninguém sabia o que era um 'blog' (nem eu). Até 2002, éramos apenas dois colaboradores.

Em 2003, registrei o domínio 'imprensamarrom.com.br', e na ocasião entraram novas pessoas para a equipe. Alguns saíram, outros ficaram, muita gente passou por lá.

Via de regra, tínhamos um colaborador para cada dia da semana.

Isso até setembro de 2004, quando fomos processados. A partir de então, foi preciso abrir mão do aspecto 'colaborativo', haja vista que, na hora do processo judicial, não havia tanta 'colaboração' assim. "

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Calúnia, difamação e injúria

Para dar algum embasamento à discussão sobre moderação de comentários, reproduzo o verbete que trata dos crimes contra a honra no "Manual de Redação" da "Folha de S.Paulo":

Calúnia/difamação/injúria - São crimes contra a honra, previstos no Código Penal, na Lei de Imprensa, na Lei de Segurança Nacional, no Código Brasileiro de Telecomunicações e no Código Eleitoral. Há uma gradação decrescente entre eles. Caluniar é atribuir falsamente a alguém fato definido como crime. Difamar é imputar fato ofensivo à reputação. Injuriar é ofender a dignidade ou o decoro de alguém.

Por que tanta gente quer ser jornalista?

Com o título acima, o repórter Ricardo Kotscho faz um comentário em seu blog sobre a profissão que abraçou há 45 anos e, ainda hoje, o entusiasma. Recomendo a leitura. É só clicar aqui.

Moderar comentários é uma forma de censura?

O Euclides Santeiros Filho escreveu no post "Sobre comentários no blog", publicado na última quarta-feira, que moderar comentários é uma forma de censura. Disse ele:

"Censuraaaaaaaaaaaaa!!!!!!!! Atacado ou não, é censura!!! Bela dica pra já começar a profissão de maneira autoritária, "mestre". Está sendo atacado, refute com argumentos. Apagar ou censurar é uma total demostração de que escreveu bobagem e não tem como sustentá-la. Absurdo..."

Gostaria de abrir esta discussão aqui no blog. O que vocês acham? Justifica-se, em alguma situação, moderar comentários num blog? Ou não? É correto falar em censura? Por quê? Aguardo a opinião de vocês.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Prova - 16 de abril

Escreva um texto de até 2.000 caracteres respondendo à pergunta: O que o futuro reserva aos jornais impressos? Ao longo do texto, você deve inserir no mínimo três links e no máximo cinco. Os textos serão avaliados em função do português e da pertinência dos links escolhidos, segundo os diferentes critérios discutidos em aula e nos exercícios práticos.

Intruções:
Encerrado o texto, cole-o no corpo de um e-mail e o envie para mim. O título do e-mail deve ser o nome do aluno mais o título do blog que participa.

Confira comigo se eu recebi o seu e-mail e assine a lista de presença

Tempo: 2 horas

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Sobre comentários nos blogs

Caso algum blog esteja sendo "atacado" por comentaristas anônimos e agressivos, sintam-se à vontade para fechar a área de comentários e passar a moderá-los. Peço apenas que informem, em post, que tomaram essa atitude.

Sobre a prova

A prova de Webjornalismo será realizada nesta quinta-feira, 16 de abril, às 19h15, no laboratório, no quarto andar. Não será permitida a entrada de alunos depois que a primeira prova for devolvida.

Esta prova terá peso 3. A avaliação dos blogs terá peso 7.

sábado, 4 de abril de 2009

Aula 9 - 2 de abril

"Usabilidade" - Discussão sobre o conceito. Resultado de pesquisas que indicam os diferentes problemas e incômodos na leitura de notícias na Internet.

Pirâmide invertida - Como o conceito permance válido, mas se adapta no jornalismo online.

Leitura: "Como Escrever para a Web", de Guillermo Franco (link na barra lateral).

domingo, 29 de março de 2009

O meu jornal diário

Reproduzo abaixo um artigo de Nicholas D. Kristof, publicado originalmente no "New York Times" e depois na "Folha de S.Paulo" (29/03/09), que eu peço a todos que leiam e, se quiser, comentem:


O meu jornal diário

Ao contrário do jornal, internet nos leva a buscar ideias afins às nossas e vai nos isolar ainda mais em nossas câmaras políticas hermeticamente fechadas

NICHOLAS D. KRISTOF DO "NEW YORK TIMES"

Alguns dos obituários mais recentes não estão saindo nos jornais, mas são dos jornais. O "Seattle Post-Intelligencer" é o mais recente a desaparecer, excetuando um resquício de que vai existir só no ciberespaço, e o público está cada vez mais buscando as notícias que consome não nas grandes redes de televisão ou em fontes impressas em tinta sobre árvores mortas, mas em suas incursões on-line.

Quando navegamos on-line, cada um de nós é seu próprio editor, o guardião de sua própria entrada. Selecionamos o tipo de notícias e opiniões de que mais gostamos. Nicholas Negroponte, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), chamou a esse produto noticioso emergente "O Meu Jornal Diário". E, se isso for uma tendência, que Deus nos salve de nós mesmos.
Isso porque existem provas bastante convincentes de que, em geral, não desejamos realmente informações confiáveis, e sim as que confirmem nossas ideias preconcebidas. Podemos acreditar intelectualmente no valor do choque de opiniões, mas na prática gostamos de nos encerrar no útero tranquilizador de uma câmara de ecos. Um estudo clássico enviou despachos a republicanos e democratas, oferecendo-lhes vários tipos de pesquisas políticas, ostensivamente de uma fonte neutra. Os dois grupos mostraram mais interesse em receber argumentos inteligentes que corroborassem suas ideias preexistentes.

Também houve interesse mediano em receber argumentos tolos em favor das posições do outro partido (nós nos sentimos bem quando podemos caricaturar os outros). Mas houve pouco interesse em estudar argumentos sólidos que pudessem enfraquecer as posições anteriores de cada um. Essa constatação geral foi repetida muitas vezes, como observou o autor e ensaísta Farhad Manjoo em 2008 em seu ótimo livro "True Enough: Learning to Live in a Post-Fact Society" [Verdade Suficiente: aprendendo a viver numa sociedade pós-fatos].

Permita que deixe uma coisa clara: eu mesmo às vezes sou culpado de buscar verdades na web de maneira seletiva. O blog no qual busco análises sobre notícias do Oriente Médio frequentemente é o do professor Juan Cole, porque ele é inteligente, bem informado e sensato -em outras palavras, frequentemente concordo com ele. É menos provável que leia o blog de Daniel Pipes, especialista em Oriente Médio que é inteligente e bem informado -mas que me parece menos sensato, em parte porque frequentemente discordo dele.

Segregação

O efeito do "Meu Jornal" seria nos isolar ainda mais em nossas câmaras políticas hermeticamente fechadas. Um dos livros mais fascinantes de 2008 foi "The Big Sort: Why the Clustering of Like-Minded America is Tearing Us Apart" [A grande classificação: porque a divisão da América em agrupamentos de ideias iguais nos está dividindo], de Bill Bishop. Ele argumenta que os americanos vêm se segregando em comunidades, clubes e igrejas onde são cercados por pessoas que pensam como eles.

Hoje, diz Bishop, quase metade dos americanos vive em condados que votam por maioria avassaladora em candidatos democratas ou republicanos.

Nos anos 60 e 70, em eleições nacionais igualmente disputadas, só cerca de um terço dos eleitores vivia em condados que apresentavam maiorias avassaladoras nas eleições. "O país está ficando mais politicamente segregado -e o benefício que deveria advir da presença de uma diversidade de opiniões se perde para o sentimento de estar com a razão que é próprio dos grupos homogêneos", escreve Bishop.

Um estudo que abrangeu 12 países concluiu que os americanos são os que demonstram menos tendência a discutir política com pessoas de visões diferentes, e isso se aplica especialmente aos mais bem instruídos. Pessoas que não concluíram o ensino médio tinham o grupo mais diversificado de pessoas com quem discutiam ideias. Já as que tinham concluído a faculdade conseguiam colocar-se ao abrigo de ideias que lhes eram incômodas.

O resultado disso é a polarização e a intolerância. Cass Sunstein, professor de direito em Harvard que agora trabalha para o presidente Obama, fez uma pesquisa que mostrou que, quando progressistas ou conservadores discutem questões como ação afirmativa ou mudanças climáticas com pessoas que pensam como eles, suas ideias rapidamente se tornam mais homogêneas e mais extremas que antes da discussão.

Em um estudo, alguns progressistas inicialmente temiam que as ações para enfrentar as mudanças climáticas pudessem prejudicar os pobres, enquanto alguns conservadores inicialmente se mostravam a favor da ação afirmativa. Mas, depois de discutir a questão durante 15 minutos com pessoas que pensavam como eles, os progressistas se tornavam mais progressistas, e os conservadores, mais conservadores. O declínio da mídia noticiosa tradicional vai acelerar a ascensão do "Meu Jornal"; vamos nos irritar menos com o que lemos e veremos nossas ideias preconcebidas confirmadas com mais frequência. O perigo é que esse "noticiário" autosselecionado aja como entorpecente, mergulhando-nos num estupor autoconfiante por meio do qual enxergaremos as coisas em preto e branco, sendo que os fatos normalmente se desenrolam em tons de cinza.

Qual seria a solução? Incentivos fiscais para progressistas que assistam a Bill O'Reilly [comentarista do canal conservador Fox News] ou conservadores que vejam Keith Olbermann [âncora do canal progressista MSNBC]? Não -enquanto o presidente Obama não nos dá o atendimento médico universal, não podemos correr o risco de um aumento grande no número de infartos.

Então talvez a única maneira de avançar seja que cada um se esforce por conta própria para fazer uma malhação intelectual, enfrentando parceiros de discussão cujas opiniões deploramos. Pense nisso como uma sessão diária de exercícios mentais análoga a uma ida à academia: se você não se exercitou até transpirar, não valeu. Agora, com licença. Vou ler a página de editoriais do "Wall Street Journal".

Tradução de CLARA ALLAIN

sexta-feira, 27 de março de 2009

Aula 8 - 26 de março

O comportamento do usuário - Diferentes pesquisas, realizadas nos últimos dez anos, tentam entender como lemos notícias na Internet. O famoso "eyetrack". Outro tópico: especificidades da cobertura online: o caso da prisão da dona da Daslu.

Leitura: "Como Escrever para a Web", de Guillermo Franco (link na barra lateral).

quinta-feira, 26 de março de 2009

Comentários e assinaturas nos blogs

Enviei por e-mail, na terça-feira, a seguinte mensagem:

Duas observações iniciais sobre os blogs:

1. Comentários: os blogs devem manter a área de comentários aberta, sem moderação prévia. Quem quiser comentar, pode comentar livremente. Em aula, nesta quinta-feira, vamos discutir que comentários podem ser excluídos a posteriori, ou seja, depois de publicados.

2. Assinaturas: os posts devem ser assinados com nome e sobrenome. Favor não assinar com apelidos ou diminutivos. É uma questão de compostura. São blogs jornalísticos, a serem lidos por pessoas que vcs não conhecem.

Quem não recebeu o e-mail, favor me avisar, para eu incluir o nome na lista de e-mails da turma.

Nova dica de leitura

Incluí, no item "Outras Leituras", na barra lateral direita do blog, mais uma indicação de leitura. Trata-se de "Como Escrever Para a Web", de Guillermo Franco, publicado recentemente pelo Centro Knight para o Jornalismo nas Américas. Corrigo a frase anterior. "Publicado", não. Colocado abertamente na Internet (ou disponibilizado, como se diz), para quem quiser. Aqui no blog a indicação já está linkada diretamente para o livro (um arquivo em pdf)

segunda-feira, 23 de março de 2009

Vamos comentar e criticar os blogs dos colegas

Registrei, no alto da barra lateral, links para os 13 blogs criados pela turma. Acho que não falta mais ninguém. Ou falta? Avisem-me, por favor, com urgência.

Os blogs de vocês estão com destaque nesta página com o objetivo que sejam visitados - e comentados - uns pelos outros colegas. Espero que um colega ajude o outro, com críticas educadas e comentários.

A visibilidade e leitura de um blog depende, num primeiro momento, desta rede de colegas.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Aula 7 - 19 de março

Jornalismo digital - Introdução: Características gerais no jornalismo e as marcas específicas do jornalismo online nas quatro etapas básicas do processo: o que é notícia, apuração, redação e edição.

Bibliografia utilizada: "Jornalismo Online", de Mike Ward.

Blogs - endereços errados

Os endereços fornecidos hoje, 19 de março, pelos grupos que fazem os blogs Carreiras, Vinde a Mim e Na Boca da Cena não estão funcionando. Favor enviar o endereço correto.

sexta-feira, 13 de março de 2009

20 anos de WWW - outra referência

Um outro texto muito claro e didático, a propósito dos 20 anos da formulação da idéia da WWW, publicado hoje no iG. Para acessar, basta clicar aqui.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Aula 6 - 12 de março

A Internet no Brasil: Cronologia do desenvolvimento da rede no país. O papel do Estado e da iniciativa privada. As fontes onde bebeu e as especificidades da internet brasileira. A inspiração do modelo AOL. A internet grátis. Números do desenvolvimento da rede brasileira.

Fontes: Além das já citadas (veja na barra lateral à direita), "Os Bastidores da Internet no Brasil", de Eduardo Vieira.

Invenção de Tim Berners-Lee faz 20 anos

O primeiro texto de Tim Berners-Lee formulando a idéia do que seria a WWW foi publicado em março de 1989. Como falamos em aula, o primeiro site criado por ele foi colocado no ar, online, em 1991. Uma reportagem em "O Estado de S.Paulo", com data de hoje, trata da invenção de Berners-Lee. O texto deve ser lido por todos e está disponível aqui.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Aviso - Links dos blogs

Já coloquei na barra lateral, à direita, os links de três blogs da turma. Caso algum outro blog já tenha sido criado, favor me enviar o link, para eu poder exibi-lo nesta página.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Blogs aprovados e blogs incompletos

Estão aprovados e podem começar a ser desenvolvidos os seguintes projetos de blog:

1. Imperfeição

2. Estagium

3. São Paulo é grátis

4. Sexualize (acho que vocês podem encontrar um nome mais legal)

5. Carreiras

6. Vinde a mim (comporta mais um integrante)


Os projetos estão bons, mas os grupos ainda devem agregar um ou dois integrantes. Todos os grupos devem ter entre quatro e cinco participantes.

1. Arte em feltro

2. Modifique-se

3. Boca de cena

4. Paulicéia do jazz

5. Além dos muros

6. Histórias de São Paulo


Ainda estão sem foco ou incompletos os seguintes projetos:

1. Hip-hop

2. Finanças sustentáveis

3. Deficientes visuais.

Obs: Os grupos que precisam agregar integrantes podem resolver o problema ao longo da semana que vem e me comunicar a solução por e-mail. Não é preciso esperar até a próxima quinta-feira.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Aula 5 - 5 de março

Aula no laboratório. Desenvolvimento do projeto do blog. Cada grupo deve se reunir em torno de um computador e redigir um texto, detalhando as seguintes questões:

Título do blog:

Integrantes do blog:

Descrição do blog (a mais completa possível):

Público-alvo (quem vocês querem atingir):

Justificativa do interesse do blog (por que alguém leria o blog):

Concorrência (o que existe de semelhante ao blog de vocês):

Fontes que alimentarão o blog (onde e com quem vocês acham que encontrarão informações para o blog):

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Aula 4 - 26 de fevereiro

Exercício: escreva um texto de 20 linhas fazendo um balanço do desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro. Sugira, ao longo do texto, três links de sua livre escolha. Imagine que o texto está sendo escrito na quarta-feira, dia 25, imediatamente depois da divulgação do resultado do desfile.

Local da Aula - Dia 26

A aula desta quinta-feira, dia 26 de fevereiro, será no laboratório 1, desde o primeiro hórário.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Criação de blogs: data-limite

A data-limite para a definição dos temas dos blogs e dos grupos que farão a atividade é 5 de março. Recomendo que, até lá, para ganhar tempo, os alunos adiantem a discussão comigo via e-mail. Os blogs ganharão notas mensais em março (daí a urgência de concluirmos a definição dos temas e grupos), abril, maio e junho.

Aula 3 - 19 de fevereiro

Hipertexto, uma definição: "Texto que não forma uma sequência única e pode ser lido em várias ordens; especialmente texto e imagens que estão interconectados de tal forma que o leitor do material (exibido numa tela de computador) pode interromper a leitura do documento em determinado ponto, para consultar assuntos relacionados". "Oxford English Dictionary", citado por "A Internet", de Maria Ercília e Antonio Graeff, pág. 19.

Outros dois temas da aula: a "guerra" dos browsers (Netscape, Explorer e, mais recentemente, Firefox) e o desenvolvimento dos programas de busca (Yahoo, Google).

Exercício no laboratório: criar um "jornal pessoal" no Crayon, adicionando as fontes de informação que costuma utilizar na Internet. Cada aluno tem agora o seu "jornal pessoal", que pode acessar de qualquer computador.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Aula 2 - 12 de fevereiro

De Gutemberg à Internet: breve cronologia sobre o nascimento da rede. A lógica por trás das primeiras pesquisas e as datas-chaves para compreender o desenvolvimento da idéia inicial e os seus desdobramentos.

Tarefa da aula no laboratório: escreva um texto, de 20 linhas, sobre Tim Berners Lee e sua criação, a World Wide Web. Cite ao final as fontes utilizadas (quatro, no mínimo).

Para saber mais sobre os assuntos discutidos em aula
1. "Jornalismo Digital", de Pollyana Ferrari (editora Contexto, 2003)
2. "A Internet", de Marcia Ercília e Antonio Graeff (Publifolha, 2008)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Aula 1 - 5 de fevereiro

Apresentação geral do curso. Explicação sobre a criação de um blog por grupos de quatro pessoas. Apresentação dos alunos presentes e do professor.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

O que é

Este blog foi criado para servir como ferramenta pedagógica do curso de Webjornalismo, da Unip (campus Vergueiro). Aqui os alunos encontrarão informações sobre o curso, tarefas e outros materiais pedagógicos.