O Euclides Santeiros Filho escreveu no post "Sobre comentários no blog", publicado na última quarta-feira, que moderar comentários é uma forma de censura. Disse ele:
"Censuraaaaaaaaaaaaa!!!!!!!! Atacado ou não, é censura!!! Bela dica pra já começar a profissão de maneira autoritária, "mestre". Está sendo atacado, refute com argumentos. Apagar ou censurar é uma total demostração de que escreveu bobagem e não tem como sustentá-la. Absurdo..."
Gostaria de abrir esta discussão aqui no blog. O que vocês acham? Justifica-se, em alguma situação, moderar comentários num blog? Ou não? É correto falar em censura? Por quê? Aguardo a opinião de vocês.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
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Também sou contra a CENSURA! Mas estamos falando não de manifestações inteligentes ou de críticas, falamos aqui de ofensas pessoais, xingamentos, bobagens infantis e mensagens preconceituosas. Mesmo estando numa universidade privada (o que já pressupõe certo demérito), é incrível observar esse comportamento de um “estudante” no último ano. Mas infelizmente percebo que é esse o caso.
ResponderExcluirComo se defender sem saber quem está atacando?
Nossa profissão, como eu pude aprender nesses 3 anos, nos exige comportamentos referenciais e uma notada percepção sobre sociedade, democracia, liberdade e ética. Claro, não sou inocente a ponto de acreditar que tudo isso se cumpra à risca por todos. Seguir esses elementos demanda coragem. Mas, do contrário, o que vemos nos “comentários” em questão é a perfeita demonstração de covardia (qualidade de pobres de alma e conteúdo), algo desprezível que, como tal, deve ser ignorado.
Eu tb sou contra censura! Mas gostaria de ver se eu escrevesse besteiras no blog dele se ele iria gostar!?
ResponderExcluirTodo mundo que está levando a sério esse trabalho e dedicando tempo para que sua idéia dê certo, não gostaria de receber comentários infantis e mal educados que fogem completamente do assunto discutidos nos posts!
Ninguém está censurando opniões contrárias as postadas nos blogs, mas contra as infantilidades de baixo calão que alguns colegas teimam em postar e achar que estão abafando! Gente com mente pequena, atitudes medíocres... dignas de serem censuradas!
O que me deixa mais triste é saber que convivo com esse tipo de gente e que eles ainda podem ser meus futuros colegas de profissão.
Se não sabe conviver em sociedade então não conviva! Se não sabe argumentar de forma inteligente então não comente! Se não está satisfeito com a proposta do trabalho então não faça... só ainda não incomode o trablaho dos outros, obrigada!
Se você foi atacado e quer se defender, é só argumentar. Apagar ou moderar comentários é sim uma forma de censura.
ResponderExcluirQuem não quer ser criticado, que não publique seus textos na internet.
O problema é o comentário anônimo? Ué, que diferença irá fazer eu saber quem foi a pessoa que criticou meu texto? Nenhuma!
Acredito que nenhum comentário deva ser apagado. Nem os mais ofensivos. Seu texto causa impressões em cada pessoa que lê. E é isso que fica registrado nos comentários. Até o mais ofensivo deles reflete, nada mais nada menos, do que a pessoa sentiu ao visitar seu espaço. Talvez isso revele que algo não vai muito bem em seus textos.
Para terminar, uso parte do comentário da Ingrid e o transformo: "Se não sabe conviver em sociedade então não conviva! Se não sabe argumentar de forma inteligente, então censure".
Carol, acho que você não deve ter lido nenhum dos comentários, pois eles não se referiam aos textos em momento algum, não é disso que estamos falando. Eles se referiam apenas às pessoas (muitas que não tinham nada a ver com o post comentado) com ofensas não do tipo "nossa quantos erros de português" ou "que texto sem conteúdo", mas com palavrões e ofensas gratuitas, repito, se direcionando pessoalmente, nunca aos textos produzidos.
ResponderExcluirE os comentários devem ser identificados sim, não há porque se esconder, ou não somos civilizados?
Criticas e sugestões devem ser publicadas, agradando ou não, mas compactuar com um crime (calúnia e difamação) não seria nada inteligente.
Não estou lá muito inspirado pra contra-argumentar sem ser pedante, mas vamos lá.
ResponderExcluirMuito interessante as pessoas manifestarem-se a respeito de um comentário meu no blog do professor. Blog esse que abre uma suposta discussão, mas que, no entanto, modera comentários. Imparcialidade é algo impossível de ser alcançada, mesmo que alguns acreditem nela tal qual há gente que acredita na existência de bom senso, direitos humanos, etc. Mas, não querendo fazer digressões, como um dono de fábrica de cigarros pode abrir uma discussão sobre se a venda de cigarros deveria ser proibida? Analogias viajantes à parte, cabe essa discussão aqui nesse espaço?
Quanto aos comentários, especificamente, poderia respondê-los com 250 argumentos lógicos, embasados, seguindo a cartilha do bom orador. Mas, sinceramente, não acho que valha a pena. Um porque os argumentos de vocês passam por uma visão de mundo que não sigo, portanto, seria um entrave ideológico e não uma mera discussão de pontos de vista.
Crime? Calúnia? Difamação?
Se for para argumentar a respeito de direito, sugiro a leitura de Michel Foucault, Vigiar E Punir. Creio que o Émerson não deva conhecer a corrente do Abolicionismo Penal, mas seria interessante dar uma olhada.
Porque talvez considerasse os tais “crimes” citados no comentário, tão crimes quanto isso daqui:(*)
“Gente com mente pequena, atitudes medíocres... dignas de serem censuradas!
O que me deixa mais triste é saber que convivo com esse tipo de gente e que eles ainda podem ser meus futuros colegas de profissão. Se não sabe conviver em sociedade então não conviva! Se não sabe argumentar de forma inteligente então não comente! Se não está satisfeito com a proposta do trabalho então não faça... só ainda não incomode o tralalho dos outros, obrigada!”
(*deixando claro que não considero ambos passíveis de censura)
Excluindo-se o fato de que não há um pingo de argumentação no comentário acima, ele é igualmente ofensivo aos textos que critica; poderia, pelo crivo imposto por vocês, ser censurado.
Dois, não é pela minha capacidade léxico-verbal que vou tentar convencer ninguém de nada. Se vocês querem continuar “argumentando” com meras opiniões, sem o menor embasamento, continuem.
Só tenho dito que não importa se eu chamo alguém de imbecil em um comentário, porque se alguém abre espaço para as pessoas comentarem (com a possibilidade desse comentário ser anônimo ainda por cima) e só porque o comentário não condiz com às expectativas do autor, modera-o, apaga-o, isso tem um nome: censura.
Comportamento completamente anacrônico no mundo da internet, que demonstra as fraquezas, vaidades, inseguranças de quem o pratica, não contribuindo em nada para uma maior exposição dos leitores às mais variadas formas de expressão, sejam ofensivas ou não, o que limita uma compreensão complexa do comportamento humano, seja ou não no uso da linguagem.
Fico triste, mas já estou acostumado com querelas de vaidade e não argumentação que leve a um maior entendimento entre indivíduos.
Caso encontre alguma refutação que me queira abrir os olhos para uma outra abordagem da discussão, respondo pessoalmente. No mais, não tenho uma vírgula sequer a acrescentar.
Boa sorte para vocês se forem seguir a profissão. Garanto, sem ironia nenhuma (mesmo!), que estão no caminho certo.
Não estamos falando de um mesmo assunto, então, me limitarei a não tentar expor minhas vicitudes ou pseudo-elevação intelectual. Estou longe de ser o dono de qualquer verdade ou mesmo de participar de correntes de pensamento ou coisa que o valha. A discussão não é sobre nossos egos ou "quem sabe mais". Reitero: NENHUM COMENTÁRIO DA CRIATURA XUMUSCA, FOI DIRECIONADO AOS TEXTOS PRODUZIDOS, trata-se de "briguinhas" ou "vingancinhas". Devemos usar nossa inteligência para comentar os textos dos blogs e não usar o espaço para se livrar de fantasmas internos com agressões sociopatas. Adoraria ter um texto meu com comentários embasados em Foucault, acrescentaria muito, mas é mais fácil optar por ser contrário a tudo. Só uma última dúvida, todos aqui leram os comentários feitos nos blogs? Por que não faz muito sentido ficarmos nos indispondo sem uma razão maior.
ResponderExcluirBom, acho que entre tantas palavras bonitas faltou entender o que os colegas querem dizer, ou melhor, faltou boa vontade para tal. Dúvido que alguém intelectualmente tão evoluído concorde que é bonito, em prol da não censura, permitir que comentários que não são pertinentes ao assunto dos posts e retratatem pessoas alheias de forma ofensiva, não sejam moderados.
ResponderExcluirPenso que as pessoas deveriam investir seu tempo em construir coisas ao invés de atacar as dos outros. É impossível argumentar com alguém que acha que é liberdade de expressão o que a maioria conhece por falta educação.
Para encerrar deixo claro que entendo sim ser criticada quando postar algo para o público, mas não entendo ser ofendida ou atacada por pessoas que desvalorizam o trabalho dos colegas, quando nem ao menos fazem os seus.
O mundo nunca será perfeito para todos. Cada pessoa vive seus valores e suas crenças. Mas existe o mínimo de respeito para uma boa convivência: educação é bom e todo mundo gosta!
Euclides, você é meu amigo, um cara inteligente e com um talento incrível para a retórica. Mas isso não quer dizer automaticamente que você vai estar sempre certo. Por mais que a gente pense que sim, nem sempre estamos.
ResponderExcluirVocê e a Carol me obrigaram a usar o clichê a seguir, como se não bastasse eu ter começado meu texto da prova de WJ perguntando se a TV tinha matado o Rádio, mas uma falha no argumento de vocês é de ordem semântica, então lá vai...
Acompanhe meu raciocínio:
Nas definições do dicionário Michaelis para a palavra censura, temos uma que é a mais relevante para ilustrar a nossa discussão: "5 - Instituição, sistema ou prática de censurar obras literárias, artísticas ou comunicações escritas ou impressas: Censura da imprensa."
Você é um cara esclarecido, portanto, já leu e ouviu falar sobre a censura que havia no Brasil. Mas você é novo, pelos meus cálculos nunca deve ter visto o certificado da censura, por exemplo, que era exibido antes de cada filme e programa de TV. Eu vivi um pouco desta fase, já que o primeiro presidente do qual me lembro era o General João Baptista Figueiredo, e com ele coisas foram ficando mais brandas, tanto que ele é chamado de o presidente da transição. Portanto não, eu também não sofri com a ditadura, eu e meus bonecos playmobil passamos por esta horrível parte da nossa história incólumes. Mas, para reforçar meu embasamento sobre o assunto, digamos que eu já ví Pra Frente Brasil, várias vezes, provavelmente mais vezes que você. ;)
Então:
CASO A - Um cara fez um filme. Antes do filme poder passar nos cinemas, o órgão responsável pela censura dava o seu parecer sobre a idade para qual o filme era apropriado, e se ele não continha nada que pudesse ser considerado subversivo, caso contrário, a exibição seria proibida.
Ou seja: uma instituição (o governo), está dizendo para um indivíduo ou meio de comunicação que eles não podem exibir sua obra para outros adultos , mesmo eles sendo perfeitamente capazes de fazer o seu próprio julgamento sobre se querem ou não assistir àquilo. É um ataque à liberdade de expressão e atitudes como esta devem ser combatidas a todo custo.
CASO B - Eu tenho um blog jornalístico. Eu sou o editor do meu blog. Eu tenho uma linha editorial, um público alvo e anunciantes. Eu tenho um manifesto, algo como um manual de conduta para meu blog. Nele, entre outras diretrizes, está escrito que não serão permitidos comentários de baixo calão. Então pronto, não serão permitidos esses comentários porque o blog é meu e eu mando nele. Atitude ditatorial? Censura? Claro que não, atitude comercial. O público alvo do meu veículo de comunicação é amplo, vai desde minha afilhada de 13 anos até a minha mãe (sem falar nos meus anunciantes, com os quais eu mantenho minha empresa), e eu decidi que não quero que elas sejam expostas a nenhum tipo de violência verbal, então vou exercer meu direito (nós discutimos isso na classe) de ser o editor do meu veículo de comunicação e editá-lo para que ele siga minha linha editorial, que não inclui descrições de atos sexuais envolvendo nossa querida Ruth Ronci.
No blog do professor está escrito em algum lugar que não serão permitidos comentários com conteúdo considerado ofensivo. Pronto, a partir daí ele têm o direito (provavelmente o dever, já que talvez não se trate de um blog pessoal, mas um no qual ele escreve como colunista para uma empresa jornalística, o IG, que tem anunciantes e uma linha de conduta) de cortar palavrões e descrições de objetos sendo enfiados na pobre da Ruth Ronci.
Mas isso não é censura, porque você ainda é completamente livre para criar um novo blog apenas para escrever coisas que em nosso blog não são aceitas/desejadas, e quem quiser ler isto, vai ao seu blog, e não ao meu, e isso não pode estar mais longe de ser censura.
O próprio Blogger oferece a opção de colocar um aviso de que aquele blog possui conteúdo considerado impróprio, para que cada um possa fazer a sua escolha.
Carol, você falou como uma artista, o blog que você descreveu tem o seu lugar, e é válido justamente pela sua proposta, que é de lá deixar que seja escrito tudo o que as pessoas quiserem, até sobre coisas enfiadas na saudosa Ruth Ronci. Mas isso foi uma decisão sua, respeite a decisão dos outros de remover estes comentários que, e isso é a parte mais importante do nosso argumento, não são comentários relevantes ao conteúdo jornalístico do nosso veículo de comunicação. Cito como exemplo os posts do Anônimo sobre o uso da expressão “Boyzinho do Jardins” no blog Vinde a Mim, todos os comentários relevantes ao post estão lá, os positivos e os negativos.
Achei extremamente desagradável que alguns de nossos colegas tenham sido ofendidos da forma que foram, numa das aulas com a proposta mais interessante que tivemos durante todo o curso (na minha humilde opinião). Fiquei com vergonha de isso ter acontecido na minha classe, no quarto ano de faculdade.
Acho que devemos nos comportar como adultos, já que somos, moderar os blogs e continuar o nosso trabalho, pois estamos perto da conclusão do curso e ainda temos muito trabalho pela frente.
E para terminar, talvez o blog tenha nascido para ser livre mesmo, isso é passível de discussão, mas o professor nos falou em uma das primeiras aulas que iríamos apenas usar a base do blog para criar nossos sites, apenas por ser uma interface mais fácil de usar, mas que na verdade ele seria um site jornalístico, não um blog.
Chris
Emersom, eu li sim os dois comentários, mas não estava respondendo para vocês. Estava respondendo ao questionamento do blog.
ResponderExcluirO problema? Vocês levam a sério demais isso tudo.
Se o comentário não tinha nada a ver com o texto publicado, porque desvaloriza o trabalho, Ingrid?
Não acredito que ofensas não acrescentem nada para quem as recebe. Mas aí é uma opinião minha, que pelo jeito vocês não vão entender. Sei que vão dizer que falo isso porque não foi comigo, não foi no meu espaço, mas levar tão a sério assim um comentário deixado em um blog é mais preocupante do que escrever o comentário propriamente dito. Pára, né!
Chris, você ficou muito triste por isso ter acontecido na nossa classe, certo? Mas é claro. Toda essa discussão é porque isso aconteceu aqui, no nosso quintal. Se tivesse acontecido no quintal do outro, aposto que não achariam uma coisa tão grave assim. E se não fossem com a cara do outro então, "Aaaah! Aí quem sabe fosse até engraçado". E sim, vocês achariam um absurdo os comentários serem removidos.
Parem de levar a sério uma coisa assim. Porque se for pra começar a levar a sério mesmo, aí teremos que começar revendo tudo o que já foi publicado, em todos os blogs, porque vocês não me vão dizer que estamos envoltos em bons textos, boas argumentações, muito conteúdo. Não estamos! Os blogs estão longe disso. Então, voltem aos trabalhos, moderem os comentários (assim como o professor) e em breve serão jornalistas e formadores de opinião exatamente como o proposto.
E digo isso, porque cada vez mais percebo que se é esse o padrão, vocês serão muito mais bem sucedidos do que eu. Só não sei quem é o sortudo aqui.
Apesar da pouca participação dos alunos, inclusive a dos diretamente atingidos pelas ofensas, tenho que quebrar minha promessa e deixar algumas coisas claras antes de deixar essa discussão seguir seu caminho corriqueiro: tornar-se autofágica, sustentar-se somente pela polêmica.
ResponderExcluir--------------------
Respondendo diretamente e definitivamente a cada um:
Émerson,
“Devemos usar nossa inteligência para comentar os textos dos blogs e não usar o espaço para se livrar de fantasmas internos com agressões sociopatas.”
Isso é opinião sua. Para mim, o espaço é público e sujeito a tais atitudes. Existe a opção de restringir o blog para leitores conhecidos, a mais compatível com o modo como vocês pensam.
“Por que não faz muito sentido ficarmos nos indispondo sem uma razão maior.”
Não estou me indispondo com ninguém. Discordar diametralmente não é indisposição. Em nenhum momento fui ofensivo ou tratei vocês desmerecendo-os, ao contrário do que a Ingrid está fazendo, por exemplo. Se o fizesse, nem escreveria aqui, ignoraria totalmente tudo que estão dizendo.
“Criticas e sugestões devem ser publicadas, agradando ou não, mas compactuar com um crime (calúnia e difamação) não seria nada inteligente.”
Foi justamente esse ponto que me fez citar Foucault, porque não faz sentido você usar um termo tão forte quanto “compactuar com um crime”. Não ligo em ser chamado de criminoso, porque não concordo com o direito, com o sistema de leis vigente, com punições, especialmente as que envolvem subjetividade.
É a subjetividade que sustenta grande parte do direito, instrumento criado por e para a elite enquanto ferramenta de manutenção de seu status quo.
Estou sendo chato novamente? Desculpe, mas é necessário. Porque se você concorda que xingar alguém de f.d.p. possa ser punido com prisão só porque está na lei, deve concordar com a lei que diz que penetrar uma mulher à força pela vagina é estupro e pelo ânus atentado ao pudor, cabendo ao segundo caso uma pena muito menor.
O que eu quero dizer com isso? Que o fato de algo existir não o torna imediatamente funcional, necessário, inquestionável.
Todos os “crimes” aos quais se referiu (com exceção da calúnia) trabalham com a subjetividade, tornando-os ainda mais patéticos. Trabalham com idéia similar a permitir que alguém que se ofende ao ver camisetas azuis possa processar criminalmente as pessoas que gostam e usam. Caricaturas à parte, a idéia é a mesma, empacotada com jargões técnicos e verborragia convincente.
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Ingrid, responder para você não acrescenta tanto à discussão em si, mas já que está sendo agressiva, vou apenas me defender:
“Eu tb sou contra censura! Mas gostaria de ver se eu escrevesse besteiras no blog dele se ele iria gostar!?”
Iria adorar. Tenho bastante senso de humor, sou bem tolerante pra essas coisas.
Além de preferir ódio sincero a amor interesseiro.
“Ninguém está censurando opiniões contrárias as postadas nos blogs, mas contra as infantilidades de baixo calão que alguns colegas teimam em postar e achar que estão abafando!”
Você só confirma que está censurando...
“Bom, acho que entre tantas palavras bonitas faltou entender o que os colegas querem dizer, ou melhor, faltou boa vontade para tal.”
Entendo perfeitamente o que estão dizendo e afirmo categoricamente que são vocês que não estão entendendo o que digo. E da minha boa vontade cuido eu.
“Duvido que alguém intelectualmente tão evoluído concorde que é bonito, em prol da não censura, permitir que comentários que não são pertinentes ao assunto dos posts e retratem pessoas alheias de forma ofensiva, não sejam moderados.”
Não sou intelectualmente evoluído só porque domino o código escrito, porque tenho uma boa retórica como disse o Chris. E não interessa minha opinião a respeito do comportamento alheio - se é bonito ou não, cabe a quem faz achar. Moderar é censurar = algo objetivo; ofender é uma ação julgada entre interlocutores, emissor e receptor = algo subjetivo.
Erro grave seu querer dar a algo subjetivo um caráter objetivo. Se alguém entrar no meu blog, dou autorização de ser o quanto ofensivo quiser, revelar os meus mais recônditos segredos – isso não vai falar muito sobre mim, mas sobre a pessoa.
“...mas não entendo ser ofendida ou atacada por pessoas que desvalorizam o trabalho dos colegas, quando nem ao menos fazem os seus.”
*Bom, pelo que você escreveu, se a pessoa não desvalorizar o trabalho do colega, ou fizer o seu, ela pode lhe ofender. É isso?
*São as pessoas que ofendem e não fazem o trabalho que merecem ser censuradas?
*(perguntas retóricas)
Quanto as que ofendem, não posso falar por elas, mas fazer ou não o trabalho não é algo que tenha a ver com a discussão. Novamente, você deveria se preocupar com as suas responsabilidades e não com a dos outros.
“Mas existe o mínimo de respeito para uma boa convivência: educação é bom e todo mundo gosta!”
Reveja a forma como você age no seu dia-a-dia para ter a consciência tranqüila em relação as suas crenças. Não estou, sinceramente, dando indiretas ou fazendo ilações sobre seu comportamento. Apenas quero saber se você tem certeza que não desrespeita as pessoas para haver alguma coerência (e não razão) nessa sua cobrança por respeito e educação.
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Chris,
“Euclides, você é meu amigo, um cara inteligente e com um talento incrível para a retórica. Mas isso não quer dizer automaticamente que você vai estar sempre certo. Por mais que a gente pense que sim, nem sempre estamos.”
Ao contrario, Chris. Eu nunca estou certo. Pelo menos pra mim. Porque não há certo e errado. Há o que a gente gosta e o que não gosta. Em nenhum momento eu disse que achava os comentários certos ou errados; em nenhum momento disse que censurar era certo ou errado – apenas acho um absurdo o professor permitir censura nos blogs, tratando-se de uma aula de web jornalismo, meio em que a liberdade de expressão chega ao seu nível mais próximo do ideal. Mas continua sendo uma opinião pessoal, por isso ela está devidamente identificada com meu nome e direcionada ao professor. Já que ele resolveu usar tal opinião para iniciar uma discussão, recebo de bom grado todas essas respostas, que corroboram, cada vez mais, minhas impressões sobre a humanidade em geral.
“...mas uma falha no argumento de vocês é de ordem semântica, então lá vai...”
Não é não. Porque a definição do dicionário pode ser importante (e deve ser mais ampla do que a censura institucional citada por você) enquanto ferramenta passiva – quem dá a interpretação contextualizada é o leitor.
Meu uso da palavra censura não se refere à censura institucional, mas no sentido informal, cotidiano da palavra, como quando eu “censuro” minha barriga de chope com uma camiseta larga. O sentido é esse, ocultar, mascarar algo que não quero explicitar. A censura a qual você se refere é reflexo dessa.
“CASO B”
Perfeito. Concordo 99%. Só que existe sim censura. Se seu blog está sendo freqüentado por indivíduos que extrapolam seu público alvo, que estão sendo gratuitamente ofensivos, e você não permite que isso venha a público, você está escondendo do seu público alvo não só as impressões de pessoas fora dessa esfera como a real freqüência do seu blog. Em termos de mercado, capitalismo, o comportamento é compreensível (e não justificável), mas em termos de circulação de informação, existe sim uma censura, que está servindo aos interesses do dono do blog. Como já disse, não estou condenando tal censura, mas sendo factual. Há censura.
E o fato de eu poder abrir um novo blog xingando você - e você sabe que isso não é possível devido às políticas dos sevidores, basta você denunciar-me -, não apaga a censura que provocou a criação desse novo blog. Não há uma relação de equivalência quanto à liberdade da circulação de informações.
"Fiquei com vergonha de isso ter acontecido na minha classe, no quarto ano de faculdade."
Não fico envergonhado não, Chris, com a atitude dessas pessoas, que não faço a menor idéia de quem são e nem quero saber. Fico triste sim com as reações. Porque no meu modo de enxergar o mundo, se achamos uma atitude babaca, não devemos nos nivelar a dita cuja para desprezá-la.
Sem mais.
Só quero dizer como empreendedor da comunicação que o blog Paulicéia do Jazz, desde quando um engraçadinho andou postando coisas absurdas a meu respeito e de meus colegas já é moderado há muito tempo.
ResponderExcluirLogo, tenho vários amigos que olham esse espaço que faço questão de cuidar, juntamente com todos os meus colegas, com muito cuidado e respeito. E nem eu e meus parceiros não vamos permitir qualquer comentário ofensivo em nosso espaço.
Se os "jornalões", as rádios e as tevês, "filtram" os comentários, por que eu, um simples mortal,não posso "filtrar" por questões editoriais?
Ok, foi atacado argumente!
ResponderExcluirMas vou argumentar o que com alguém que chama sem mais nem menos alguém de "vagabunda" ou coisas do tipo?
Argumentar com alguém que nem sabe o que diz ou quer apenas aparecer é muito chato.
Ainda prefiro argumentar sobre CENSURA.
Pelo amor de Deus meu povo, por mais que os blogs sejam abertos e que seu objetivo seja escrever para ser lido, algumas coisas não precisam estar ali nos comentários.
Críticas e xingamentos diretos são uma coisa, baixar nível é outra beeem diferente, vai!
Um tipo de discussão como essa só me faz pensar: que bom que nenhum de nós (ou pelo menos a maioria) não era profissional de jornalismo na época da verdadeira censura no País. Senão imaginem onde iria parar esse espaço de comentários se todos nós fossemos traumatizados com a censura...
Oi gente.
ResponderExcluirAssim eu não faço essa disciplina mas acompanho os blogs da sala. Para mim a questão não é ofender ou deixar de ofender. Só acho que já virou patifaria, uma espécie de baixaria barata. Concordo com a Lulu:
"Críticas e xingamentos diretos são uma coisa, baixar nível é outra beeem diferente"...
Há dias que pessoas anônimas têm entrado em vários blogs xingando pessoas de vagabundas, prostitutas e coisas do tipo. E, pelo o que sei _posso estar errado_, isso é falta de respeito. Se não gosta da pessoa ou do blog, não entre ou critique. Se quiser fazer, faça de maneira consciente e com bases para isso: seja para um português errado ou texto sem conteúdo. Porque é uma lástima ficar lendo comentários que são sórdidamente um ataque as pessoas que ali escrevem e não ao que elas escrevem.
Sem mais.