quinta-feira, 18 de junho de 2009
Notas - alteração
Informado pela coordenação, alterei as notas nesta quinta-feira, acrescentando 1 ou 2 pontos a alguns alunos em função do resultado obtido nos simulados do Enade.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Notas, aula e exame
As notas da prova já estão lançadas. Na próxima quinta-feira, dia 18, estarei à disposição para corrigir a prova e falar do Exame. A bibliografia para o Exame é a seguinte:
1. Por que a nova mídia é revolucionária, de Caio Tulio Costa.
2. O debate entre Steven Johnson e Paul Starr.
3. A revolução antiindustrial da internet, de Bernardo Kucinski.
4. O negócio da notícia: no meio da tempestade, da "Economist".
1. Por que a nova mídia é revolucionária, de Caio Tulio Costa.
2. O debate entre Steven Johnson e Paul Starr.
3. A revolução antiindustrial da internet, de Bernardo Kucinski.
4. O negócio da notícia: no meio da tempestade, da "Economist".
Os três primeiros textos estão disponíveis no xerox da faculdade; os dois primeiros têm links aqui no blog, em posts abaixo. O quarto texto está traduzido aqui. Quem preferir ler a versão original, acesse aqui.
O Exame será no dia 25 de junho, no primeiro horário.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Prova substitutiva - 4 de junho
Relembro o aviso dada em sala, no último dia 28: a prova substitutiva será no próximo dia 4 de junho, às 19h15. A matéria da substitutiva é a mesma da prova, como indicado em post anterior, com o acréscimo de um texto, como informado no blog, na semana passada.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
O negócio da notícia: no meio da tempestade
Ótimo texto na edição desta semana da revista britânica "The Economist", devidamente traduzido e publicado no site Observatório da Imprensa. O artigo condensa várias das discussões que tivemos em aula, e os textos da bibliografia abordam, sobre a crise atual da imprensa e as perspectivas do webjornalismo.
Leitura obrigatória para quem vai fazer a prova substitutiva e exame. O link para o texto traduzido está aqui. Quem preferir ler a versão original, acesse aqui.
Leitura obrigatória para quem vai fazer a prova substitutiva e exame. O link para o texto traduzido está aqui. Quem preferir ler a versão original, acesse aqui.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Aviso - Sobre a prova
A prova está, de fato, para marcada para o dia 28 de maio. A bibliografia da prova é a seguinte:
1. Por que a nova mídia é revolucionária, de Caio Tulio Costa.
2. O debate entre Steven Johnson e Paul Starr.
3. A revolução antiindustrial da internet, de Bernardo Kucinski.
Os três textos estão disponíveis no xerox da faculdade; os dois primeiros têm links aqui no blog.
1. Por que a nova mídia é revolucionária, de Caio Tulio Costa.
2. O debate entre Steven Johnson e Paul Starr.
3. A revolução antiindustrial da internet, de Bernardo Kucinski.
Os três textos estão disponíveis no xerox da faculdade; os dois primeiros têm links aqui no blog.
Aula 13 - 21 de maio
Discussão sobre "Por que a nova mídia é revolucionária". Principais aspectos debatidos: está certo pensarmos nesta oposição velha x nova mídia?; a velha mídia fantasiada de nova; por que a receita publicitária ainda é tão baixa na internet?; resistência à nova mídia: em busca de prestígio e credibilidade; dois casos exemplares (São Paulo e Madri).
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Jornais impressos x mídia online
Steven Johnson, um dos pioneiros da internet, e Paul Starr, Prêmio Pulitzer e professor de sociologia em Princeton, travaram um debate muito interessante sobre o futuro do jornalismo e o acesso à informação. Foi publicado no caderno "Mais!" da "Folha de S.Paulo" no último dia 10 de maio. Pode ser acessado aqui. Uma cópia com a íntegra do debate está no xerox.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Aviso - 14 de maio
Compromissos profissionais inadiáveis me impedirão de comparecer esta noite à faculdade para a nossa aula. Fica transferida para a próxima quinta-feira a tarefa de discutirmos o texto "Por que a nova mídia é revolucionária".
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Aula 12 - 7 de maio
Características do texto na internet: concisão e hipertexto; tamanho ideal; estratificação. Frases curtas; poucas idéias por frase. Referências temporais. O problema dos "quês" e das vírgulas. Concordância. Informação substantiva à frente da fonte. Siglas.
Dicas sobre títulos: diferenças em relação aos jornais; voz passiva; dois pontos; artigos; expressões de ligação.
Dicas sobre títulos: diferenças em relação aos jornais; voz passiva; dois pontos; artigos; expressões de ligação.
terça-feira, 5 de maio de 2009
Por que a nova mídia é revolucionária
Até o final do semestre vamos discutir em aula alguns textos acadêmicos ou jornalísticos que tratam dos temas principais do curso. Todos os textos indicados serão matéria da prova.
O primeiro texto que submeto à leitura da turma é "Por que a nova mídia é revolucionária", do jornalista, professor e executivo de mídia Caio Tulio Costa. O texto, em pdf, pode ser baixado aqui. Também está disponível no Xerox da faculdade.
O primeiro texto que submeto à leitura da turma é "Por que a nova mídia é revolucionária", do jornalista, professor e executivo de mídia Caio Tulio Costa. O texto, em pdf, pode ser baixado aqui. Também está disponível no Xerox da faculdade.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Aula 11 - 30 de abril
Correção da prova. Qual a função de um link num texto? Quando o link atrapalha. O que não pode ocorrer? Diferentes formas de fazer links. Erros mais comuns. Bons exemplos. O problema da fonte de informação escolhida. Qualificação da fonte. Identificação da fonte original.
Balanço dos blogs. Avaliação do trabalho até o momento e definição de metas até o fim do semestre. Dois blogs (Estagium e Modifique-se) foram avaliados como "ótimos" e três blogs (Revistagames´s, (In)Cômodo Profissional e Arte em Feltro) como "muito bons".
As notas e as faltas (fevereiro, março e abril) já estão lançadas. Qualquer dúvida, envie um e-mail.
Balanço dos blogs. Avaliação do trabalho até o momento e definição de metas até o fim do semestre. Dois blogs (Estagium e Modifique-se) foram avaliados como "ótimos" e três blogs (Revistagames´s, (In)Cômodo Profissional e Arte em Feltro) como "muito bons".
As notas e as faltas (fevereiro, março e abril) já estão lançadas. Qualquer dúvida, envie um e-mail.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Notas dos blogs
Antes de lançar as notas, quero conversar com todos os grupos, esta noite. Tenho algumas dúvidas que preciso esclarecer com os integrantes de cada grupo. Por isso, peço a todos que não faltem hoje.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Aula 10 - 23 de abril
Discussão sobre os blogs da turma. O exercício de fazer um blog jornalístico e as dificuldades implicadas no processo. O que difere um blog jornalístico de um blog pessoal? Objetividade e subjetividade a serviço da notícia. Informação, opinião e análise: cabe tudo isso.
Problema: internet é uma terra de ninguém? Para quem escrevemos? O papel do editor. Moderação de comentários. A responsabilidade de quem edita o blog, é "dono" do espaço. O que diz a lei? Anonimato: característica da mídia.
Problema: internet é uma terra de ninguém? Para quem escrevemos? O papel do editor. Moderação de comentários. A responsabilidade de quem edita o blog, é "dono" do espaço. O que diz a lei? Anonimato: característica da mídia.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Primeira avaliação dos blogs
Para efeitos da primeira nota no curso, vou considerar a atualização dos blogs até 30 de abril.
Quem publicou pouco, deve tentar recuperar o tempo perdido. Blogs que produziram abaixo da média devem postar o maior número possível de notícias neste tempo que falta. Não precisam respeitar o limite de quatro ou cinco posts por semana - podem publicar mais.
Na avaliação também vou levar em conta o tipo de texto produzido. Como eu venho insistindo desde o início do curso, valem mais, naturalmente, os textos originais, produzidos especialmente para o blog, com entrevistas e apuração junto a fontes. Valem menos os textos "cozinhados" de outros sites ou jornais.
Também vou levar em consideração os casos em que alguns participantes de blogs trabalharam muito menos do que outros - nestas situações, a nota não será igual para todo mundo do grupo.
Quem publicou pouco, deve tentar recuperar o tempo perdido. Blogs que produziram abaixo da média devem postar o maior número possível de notícias neste tempo que falta. Não precisam respeitar o limite de quatro ou cinco posts por semana - podem publicar mais.
Na avaliação também vou levar em conta o tipo de texto produzido. Como eu venho insistindo desde o início do curso, valem mais, naturalmente, os textos originais, produzidos especialmente para o blog, com entrevistas e apuração junto a fontes. Valem menos os textos "cozinhados" de outros sites ou jornais.
Também vou levar em consideração os casos em que alguns participantes de blogs trabalharam muito menos do que outros - nestas situações, a nota não será igual para todo mundo do grupo.
"Como meu blog foi processado por um comentário"
No texto abaixo, que também pode ser lido aqui, o blogueiro Gravataí Merengue, que mantém o blog Imprensa Marrom, relata a condenação em primeira instância que sofreu por conta de um comentário deixado em seu blog.
No início de 2004, uma colaboradora do Imprensa Marrom, blog de crítica à imprensa, escreveu um texto sobre um 'golpe do RH'. Não citou nome de empresa alguma, apenas denunciou o 'modus operandi': eles prometiam uma vaga maravilhosa, cobravam uma grana adiantada, e depois sumiam do mapa.
No espaço destinado aos comentários, logo começaram a citar nomes de empresas. Algumas destas, claro, se desesperaram. Mas não podiam fazer nada, haja vista que se tratava da pura verdade, e ainda por cima tudo ali estava protegido pelas regras mais basilares da liberdade de expressão.
De mais a mais, a tal 'lista das empresas picaretas' aparecia em trocentos outros fóruns, blogs e até veículos de comunicação.
Nada mais aconteceu, o tempo passou e o texto foi esquecido. No final de setembro, também de 2004, o blog Imprensa Marrom saiu do ar. Abruptamente, sem qualquer explicação. Pensamos que pudesse ser algum problema técnico, esperamos mais um dia... E nada.
Quando entrei em contato com nosso provedor, recebi a espantosa notícia de que havia uma ordem judicial para que o blog saísse do ar. Quando recebi cópia da decisão, o espanto se tornou mais intenso.
O motivo era um comentário publicado naquele texto do começo do ano, que estava 'perdido' nos arquivos. Ninguém mais lia, ninguém acompanhava o fluxo de comentários.
Mas alguém, sem colocar o próprio nome, postou um comentário em setembro, ofendendo justamente o sócio de uma das empresas acusadas. O comentário foi publicado automaticamente, como acontecia na grande maioria dos blogs. Não soubemos de sua existência, não tivemos uma mínima chance de tirá-lo do ar.
E o sócio da e empresa, em menos de uma semana e sem pedir para que retirássemos o comentário tão ofensivo, simplesmente processou o blog. Só ficamos sabendo do comentário quando já tínhamos sido processados.
A liminar tirou do ar não somente a janelinha de comentários, mas sim todo o conteúdo do blog, inclusive o texto que denunciava o 'Golpe do RH'.
Recorremos da decisão, mas ainda assim excluímos o tal texto bem como os respectivos comentários. O Tribunal de Justiça, nessa ocasião, concordou que o blog poderia voltar a funcionar. Mas o processo se manteve.
Apenas agora, na metade de 2006, saiu a decisão de primeira instância. Nem houve audiência! E fomos condenados a pagar dez salários mínimos de indenização.
Precedente. Essa condenação, caso mantida pelas demais instâncias, cria um precedente que atinge não somente os blogs, mas também qualquer outro veículo de comunicação e, também, os sites colaborativos.
Claro que o Overmundo está incluído nisso. Não importa se há artigos assinados ou coisa que o valha. Tudo que estiver aqui, independente da autoria, será responsabilidade imediata do 'site'. Depois, caso queira, o Overmundo pode entrar com ação contra quem escreveu.
Quando aconteceu esse caso, o sistema de comentários do Imprensa Marrom era como o da maioria dos blogs; ou seja, tinha publicação automática. Não contávamos ainda com a possibilidade de moderação. Hoje, isso já existe, de modo que é possível fazer um mínimo controle do que se publica.
Mesmo alguns grandes portais ainda permitem a publicação automática de comentários, e isso faz com que o tal portal seja processado da mesma forma que nós fomos.
E o raciocínio obviamente também vale para os 'pequenos portais' e também para quem tenha domínio registrado no Brasil. A responsabilidade, de todo o conteúdo - inclusive comentários em textos antigos - é sempre do site ou blog.
Essa é uma regra jurisprudencial que surgirá na hipótese da decisão condenatória ser mantida pelas demais instâncias.
AlternativasA primeira, mais branda, seria moderar os comentários. Desse modo, todos continuam podendo escrever, criticar etc, mas o dono do site/blog tem meios de impedir a publicação de ofensas gratuitas.
Além disso, pode-se adotar a radical medida de acabar com os comentários. Parece loucura, haja vista a importância dessa interatividade em sites e blogs. Mesmo 'moderando', alguma coisa pode passar e se tornar subsídio para algum processo. E não é todo mundo que tem dez salários mínimos sobrando para pagar aos outros (eu mesmo não tenho, aliás).
A última opção seria hospedar sites e blogs no exterior, obrigando-se nesse caso às leis do 'país anfitrião'. Nos EUA, por exemplo, mesmo havendo leis e precedentes contra ofensas, há uma legislação bem melhor no que diz respeito à liberdade de expressão. Meu site pessoal (www.gravataimerengue.com) é hospedado e publicado nos EUA.
A idéia não é hospedar o site no exterior para ter chances de ofender, caluniar etc. Trata-se apenas de uma alternativa que permitiria apagar a tempo um comentário ofensivo antes do processo judicial.
Mas caso algum 'ofendido' queira mesmo processar, ele tem à sua disposição a Corte do algum Condado norte-americano ou coisa que o valha. Se o site for hospedado no Chipre, há o belo Tribunal de Nicósia para protocolizar o pedido. E assim por diante.
Os blogs devem muito de sua proliferação por conta das caixas de comentários. Talvez seja essa a grande diferença, a grande novidade de um blog. Acabando com elas, ou criando severas restrições, todo o sistema pode aos poucos ir para o vinagre.
Sobre o Imprensa Marrom. Criei o blog em 2001. Era o comecinho do 'blogspot/blogger', e naquela época quase ninguém sabia o que era um 'blog' (nem eu). Até 2002, éramos apenas dois colaboradores.
Em 2003, registrei o domínio 'imprensamarrom.com.br', e na ocasião entraram novas pessoas para a equipe. Alguns saíram, outros ficaram, muita gente passou por lá.
Via de regra, tínhamos um colaborador para cada dia da semana.
Isso até setembro de 2004, quando fomos processados. A partir de então, foi preciso abrir mão do aspecto 'colaborativo', haja vista que, na hora do processo judicial, não havia tanta 'colaboração' assim. "
No início de 2004, uma colaboradora do Imprensa Marrom, blog de crítica à imprensa, escreveu um texto sobre um 'golpe do RH'. Não citou nome de empresa alguma, apenas denunciou o 'modus operandi': eles prometiam uma vaga maravilhosa, cobravam uma grana adiantada, e depois sumiam do mapa.
No espaço destinado aos comentários, logo começaram a citar nomes de empresas. Algumas destas, claro, se desesperaram. Mas não podiam fazer nada, haja vista que se tratava da pura verdade, e ainda por cima tudo ali estava protegido pelas regras mais basilares da liberdade de expressão.
De mais a mais, a tal 'lista das empresas picaretas' aparecia em trocentos outros fóruns, blogs e até veículos de comunicação.
Nada mais aconteceu, o tempo passou e o texto foi esquecido. No final de setembro, também de 2004, o blog Imprensa Marrom saiu do ar. Abruptamente, sem qualquer explicação. Pensamos que pudesse ser algum problema técnico, esperamos mais um dia... E nada.
Quando entrei em contato com nosso provedor, recebi a espantosa notícia de que havia uma ordem judicial para que o blog saísse do ar. Quando recebi cópia da decisão, o espanto se tornou mais intenso.
O motivo era um comentário publicado naquele texto do começo do ano, que estava 'perdido' nos arquivos. Ninguém mais lia, ninguém acompanhava o fluxo de comentários.
Mas alguém, sem colocar o próprio nome, postou um comentário em setembro, ofendendo justamente o sócio de uma das empresas acusadas. O comentário foi publicado automaticamente, como acontecia na grande maioria dos blogs. Não soubemos de sua existência, não tivemos uma mínima chance de tirá-lo do ar.
E o sócio da e empresa, em menos de uma semana e sem pedir para que retirássemos o comentário tão ofensivo, simplesmente processou o blog. Só ficamos sabendo do comentário quando já tínhamos sido processados.
A liminar tirou do ar não somente a janelinha de comentários, mas sim todo o conteúdo do blog, inclusive o texto que denunciava o 'Golpe do RH'.
Recorremos da decisão, mas ainda assim excluímos o tal texto bem como os respectivos comentários. O Tribunal de Justiça, nessa ocasião, concordou que o blog poderia voltar a funcionar. Mas o processo se manteve.
Apenas agora, na metade de 2006, saiu a decisão de primeira instância. Nem houve audiência! E fomos condenados a pagar dez salários mínimos de indenização.
Precedente. Essa condenação, caso mantida pelas demais instâncias, cria um precedente que atinge não somente os blogs, mas também qualquer outro veículo de comunicação e, também, os sites colaborativos.
Claro que o Overmundo está incluído nisso. Não importa se há artigos assinados ou coisa que o valha. Tudo que estiver aqui, independente da autoria, será responsabilidade imediata do 'site'. Depois, caso queira, o Overmundo pode entrar com ação contra quem escreveu.
Quando aconteceu esse caso, o sistema de comentários do Imprensa Marrom era como o da maioria dos blogs; ou seja, tinha publicação automática. Não contávamos ainda com a possibilidade de moderação. Hoje, isso já existe, de modo que é possível fazer um mínimo controle do que se publica.
Mesmo alguns grandes portais ainda permitem a publicação automática de comentários, e isso faz com que o tal portal seja processado da mesma forma que nós fomos.
E o raciocínio obviamente também vale para os 'pequenos portais' e também para quem tenha domínio registrado no Brasil. A responsabilidade, de todo o conteúdo - inclusive comentários em textos antigos - é sempre do site ou blog.
Essa é uma regra jurisprudencial que surgirá na hipótese da decisão condenatória ser mantida pelas demais instâncias.
AlternativasA primeira, mais branda, seria moderar os comentários. Desse modo, todos continuam podendo escrever, criticar etc, mas o dono do site/blog tem meios de impedir a publicação de ofensas gratuitas.
Além disso, pode-se adotar a radical medida de acabar com os comentários. Parece loucura, haja vista a importância dessa interatividade em sites e blogs. Mesmo 'moderando', alguma coisa pode passar e se tornar subsídio para algum processo. E não é todo mundo que tem dez salários mínimos sobrando para pagar aos outros (eu mesmo não tenho, aliás).
A última opção seria hospedar sites e blogs no exterior, obrigando-se nesse caso às leis do 'país anfitrião'. Nos EUA, por exemplo, mesmo havendo leis e precedentes contra ofensas, há uma legislação bem melhor no que diz respeito à liberdade de expressão. Meu site pessoal (www.gravataimerengue.com) é hospedado e publicado nos EUA.
A idéia não é hospedar o site no exterior para ter chances de ofender, caluniar etc. Trata-se apenas de uma alternativa que permitiria apagar a tempo um comentário ofensivo antes do processo judicial.
Mas caso algum 'ofendido' queira mesmo processar, ele tem à sua disposição a Corte do algum Condado norte-americano ou coisa que o valha. Se o site for hospedado no Chipre, há o belo Tribunal de Nicósia para protocolizar o pedido. E assim por diante.
Os blogs devem muito de sua proliferação por conta das caixas de comentários. Talvez seja essa a grande diferença, a grande novidade de um blog. Acabando com elas, ou criando severas restrições, todo o sistema pode aos poucos ir para o vinagre.
Sobre o Imprensa Marrom. Criei o blog em 2001. Era o comecinho do 'blogspot/blogger', e naquela época quase ninguém sabia o que era um 'blog' (nem eu). Até 2002, éramos apenas dois colaboradores.
Em 2003, registrei o domínio 'imprensamarrom.com.br', e na ocasião entraram novas pessoas para a equipe. Alguns saíram, outros ficaram, muita gente passou por lá.
Via de regra, tínhamos um colaborador para cada dia da semana.
Isso até setembro de 2004, quando fomos processados. A partir de então, foi preciso abrir mão do aspecto 'colaborativo', haja vista que, na hora do processo judicial, não havia tanta 'colaboração' assim. "
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Calúnia, difamação e injúria
Para dar algum embasamento à discussão sobre moderação de comentários, reproduzo o verbete que trata dos crimes contra a honra no "Manual de Redação" da "Folha de S.Paulo":
Calúnia/difamação/injúria - São crimes contra a honra, previstos no Código Penal, na Lei de Imprensa, na Lei de Segurança Nacional, no Código Brasileiro de Telecomunicações e no Código Eleitoral. Há uma gradação decrescente entre eles. Caluniar é atribuir falsamente a alguém fato definido como crime. Difamar é imputar fato ofensivo à reputação. Injuriar é ofender a dignidade ou o decoro de alguém.
Calúnia/difamação/injúria - São crimes contra a honra, previstos no Código Penal, na Lei de Imprensa, na Lei de Segurança Nacional, no Código Brasileiro de Telecomunicações e no Código Eleitoral. Há uma gradação decrescente entre eles. Caluniar é atribuir falsamente a alguém fato definido como crime. Difamar é imputar fato ofensivo à reputação. Injuriar é ofender a dignidade ou o decoro de alguém.
Por que tanta gente quer ser jornalista?
Com o título acima, o repórter Ricardo Kotscho faz um comentário em seu blog sobre a profissão que abraçou há 45 anos e, ainda hoje, o entusiasma. Recomendo a leitura. É só clicar aqui.
Moderar comentários é uma forma de censura?
O Euclides Santeiros Filho escreveu no post "Sobre comentários no blog", publicado na última quarta-feira, que moderar comentários é uma forma de censura. Disse ele:
"Censuraaaaaaaaaaaaa!!!!!!!! Atacado ou não, é censura!!! Bela dica pra já começar a profissão de maneira autoritária, "mestre". Está sendo atacado, refute com argumentos. Apagar ou censurar é uma total demostração de que escreveu bobagem e não tem como sustentá-la. Absurdo..."
Gostaria de abrir esta discussão aqui no blog. O que vocês acham? Justifica-se, em alguma situação, moderar comentários num blog? Ou não? É correto falar em censura? Por quê? Aguardo a opinião de vocês.
"Censuraaaaaaaaaaaaa!!!!!!!! Atacado ou não, é censura!!! Bela dica pra já começar a profissão de maneira autoritária, "mestre". Está sendo atacado, refute com argumentos. Apagar ou censurar é uma total demostração de que escreveu bobagem e não tem como sustentá-la. Absurdo..."
Gostaria de abrir esta discussão aqui no blog. O que vocês acham? Justifica-se, em alguma situação, moderar comentários num blog? Ou não? É correto falar em censura? Por quê? Aguardo a opinião de vocês.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Prova - 16 de abril
Escreva um texto de até 2.000 caracteres respondendo à pergunta: O que o futuro reserva aos jornais impressos? Ao longo do texto, você deve inserir no mínimo três links e no máximo cinco. Os textos serão avaliados em função do português e da pertinência dos links escolhidos, segundo os diferentes critérios discutidos em aula e nos exercícios práticos.
Intruções:
Encerrado o texto, cole-o no corpo de um e-mail e o envie para mim. O título do e-mail deve ser o nome do aluno mais o título do blog que participa.
Confira comigo se eu recebi o seu e-mail e assine a lista de presença
Tempo: 2 horas
Intruções:
Encerrado o texto, cole-o no corpo de um e-mail e o envie para mim. O título do e-mail deve ser o nome do aluno mais o título do blog que participa.
Confira comigo se eu recebi o seu e-mail e assine a lista de presença
Tempo: 2 horas
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Sobre comentários nos blogs
Caso algum blog esteja sendo "atacado" por comentaristas anônimos e agressivos, sintam-se à vontade para fechar a área de comentários e passar a moderá-los. Peço apenas que informem, em post, que tomaram essa atitude.
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